Publicado por: leigue | novembro 2, 2008

“A Cruz e a mensagem de Paulo”

“ A INFLUENCIA DA CRUZ NA MENSAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO”

INTRODUÇÃO

“Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo esta crucificado para mim, e eu para mim” (carta de Paulo aos Paulo aos Gálatas 6:14)

Uma das configurações geométricas que mais nos chama a atenção e impactua é efetivamente a “CRUZ.

Quando Paulo foi a CRUZ de Cristo, conheceu e experimentou o milagre da regeneração e da conversão. Mais depois que foi crucificado com Cristo, conheceu um milagre maior, o da IDENTIFICAÇÃO COM CRISTO JESUS.

Pessoalmente acredito ser esse o maior e mais forte argumento do apostolo “ já estou crucificado com Cristo e já não vivo eu, mas Cristo vive em mim…”( Gal. 2: 20 ). Esse argumento era tão forte na vida do apostolo que levava a pregar a mensagem da salvação e perdão através da Cruz de Cristo. Apesar de conhecer com precisão tudo sobre a Arte Grega e a majestade do panteon o apostolo só tinha olhos para a Cruz de Cristo mostrando isto logo após a disputa que teve no areópago onde expôs abertamente o seu desprezo pela sabedoria deste mundo, e dia a dia resistia a tentação de querer superar a sabedoria dos sábios, ou de querer filosofar a mais que eles. Sua missão não era defender apenas uma causa ou um ponto de vista, mais derrotar as legiões do inferno pregando a mensagem da CRUZ apaixonadamente.

Para Paulo a mensagem da cruz era poder de Deus, embora para o mundo fosse cometida como loucura. (I Cor.. 1:18) loucura porque os homens conheciam o quão cruel e repugnante era a morte de Cruz e a mensagem de Paulo ou que Paulo pregava era a mensagem de um salvador que foi morto condenado como criminoso e submetido a forma mais humilhante a execução: “A MORTE DE CRUZ” e adorar a e pregar um deus morto com uma mente sabia, para os homens, era não apenas “loucura” mas também, ridículo. Mas apesar desse excessivo ceticismo, escárnio e zombaria dos homens contra a mensagem de Paulo, o apostolo continuava afirmando de modo franco e entusiástico, que, na “CRUZ” Jesus desarmou o diabo e triunfou sobre ele, e sobre todos os “principados e potestades e poderes que estão no comando”.

Paulo não achou ser anomalia alguma definir o seu evangelho como a “mensagem da Cruz”, seu ministério como “a pregação da sua morte”, e a ceia do Senhor como uma proclamação da morte do Senhor. Ele ousadamente declarou que, embora a Cruz parecesse loucura ou pedra de tropeço” aos que confiam em si mesmos, era de fato a própria essência da sabedoria e do poder de Deus. Estava tão convicto desse fato que havia deliberadamente decidido, como disse aos corintios, renunciar a sabedoria do mundo e, em vez dela, conhecer entre eles senão a Cristo Jesus e esta “Crucificado”( I Cor. 2:1-2). Quando mais tarde na mesma carta ele desejou lembra-los do seu evangelho, que ela próprio havia recebido e entregando a eles, o qual se tornava o fundamento sobre o qual se firmavam, e as boas novas mediante as quais estavam sendo salvos, “ o de primeira importância “ (disse ele) era que “ Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, apareceu…”( I Co 15:1-5). E quando, alguns anos mais tarde, ele desenvolveu o esboço, transformando-o em manifesto completo do evangelho , que é sua carta aos Romanos, a ênfase que deu a Cruz que foi ainda maior. Pois havendo provado que toda humanidade é pecadora e culpada diante de Deus, ele explica que o mundo injusto podem tornar corretos diante de Deus e justificado mediante a redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé” ( Romanos 3; 21-25). Consequentemente, somos “justificados pelo seu sangue” e “reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho” ( Romanos 9; 9-10). Sem a morte de Cristo por nós a salvação teria sido impossível. E não haveria a mensagem da Cruz.

Não é de admirar que Paulo se vangloriasse em nada mais, senão na Cruz de Cristo. (Gálatas 6:14).

I. PORQUE A MENSAGEM DA CRUZ INFLUENCIOU A MENSAGEM MISSIONARIA DE PAULO.

1.1 – Porque a palavra de Deus é a palavra da Cruz. (Rom. 1:18). O Kerigma pelo qual Deus salva aos homens que crêem em Cristo é Cristo crucificado. Na cruz Jesus Cristo levou os nossos pecados e quebrou o poder do inimigo e é, portanto apenas pela Cruz que os homens e mulheres podem ser pessoalmente libertos do poder, do pecado e satanás. Em Cristo crucificado temos que confiar; é, portanto Cristo que devemos proclamar. Neste século porém como no primeiro, iremos encontrar muita gente que não vê qualquer sabedoria divina ou poder na cruz. A Cruz leva-os a tropeçar ao invés de levanta-se, à confusão ao invés do esclarecimento. Para todos aqueles que se orgulham de seu próprio mérito, a cruz será sempre um escândalo, pedra de tropeço. Ela dói muito em seu orgulho. Da Cruz, Cristo parece dizer-lhes: ”estou aqui por causa dos seus pecados, se você pudesse salvar a si próprio, eu não estaria aqui”. Frente a este dilema, o moralista só pode abandonar a sua justiça própria e aceitar agradecidamente aceitar a justiça de Cristo, ou então segurar orgulhosamente a sua justiça e repudiar a graciosa oferta de Deus em Cristo.

1.2 Porque há poder na Cruz de Cristo: Poder para despertar a consciência mais adormecida, e derreter o coração mais duro; para purificar o impuro; para reconciliar aquele que este afastado, restaurando-o a comunhão com Deus; para redimir o prisioneiro de suas algemas e levantar do lixo o mendigo; para derrubar as barreiras que, separa os homens de Deus; para transformar nossas personalidades instáveis a imagem de Cristo e finalmente tornar-nos capazes de permanecer em pé, em vestes brancas diante do trono de Deus. Tudo isto faz parte da salvação que Deus faz e opera nos homens e mulheres através do Kerygma de Cristo crucificado. A palavra da Cruz é o poder de Deus.

Assim, homens como mulheres, que não conseguem salvar-se por seu próprio poder e nem por sua própria sabedoria podem ser salvos por Cristo Jesus Crucificado, o qual é a sabedoria e o poder de Deus. Poder e sabedoria estão em Deus e não no homem. Mesmo a loucura de Deus é mais sabia , e fraqueza mais forte que o homem. Para enfatizar esta verdade que a sabedoria e o poder pelos quais os homens, são salvos não vem de nós mesmos e sim de Deus em Cristo Jesus, o Apostolo Paulo recorda aos crentes em corintios as circunstancias em que eles próprios se converteram: “Irmãos, reparai pois na vossa vocação – ele diz- visto que não foram chamados muitos e muitos sábios segunda a carne, nem muitos poderosos”. (1 Corintios 1:26). Se alguém, esta obcecado com seu próprio poder ou sabedoria, não se submeterá, humildemente ao poder e sabedoria divina. O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza humana e na sua sabedoria, na tolice humana. Sendo assim, ele raramente tem escolhido os naturalmente sábios e poderosos entre os homens. Pelo contrario, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios, e Deus escolheu as coisas humildes para do mundo e desprezadas, e aquelas que não são para seduzir as que são ( 1Co 1:27,28) com a finalidade de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. Ninguém pode salva-lo. O Ser humano deve tudo a Deus. Como criatura , depende de Deus completamente, seu criador. Como pecador, do seu salvador. Deus é Deus somente, é que á a fonte de nossa vida em Cristo.

Não há poder em nós para salvar-nos a nós mesmos; o poder para nossa salvação esta em Cristo somente. Sem Cristo não temos sabedoria nem poder.

1.3 Porque somente na Cruz de Cristo o homem pode ser salvo: O apostolo Paulo parecia perceber esta verdade com maior clareza que muitos de nós hoje. Ele estava decidido a humilhar todos os homens, os outros e ele também, diante de Deus. Ele não tinha duvida que a sabedoria necessária para conhecer a Deus em Cristo e o poder para salvação, vem de Deus e de Cristo somente, nunca do homem. Por isto ele ilustra um pouco mais este grande tema, agora não apartir das experiências de conversão dos seus ouvintes mas apartir de sua própria experiência como pregador:” eu irmãos quando fui ter convosco, não o fiz por ostentação de linguagem ou de sabedoria humana”. Paulo não se aproveitava para ter maior efeito na sua pregação, de sua própria sabedoria , ou da forma de expressa-la, sua mensagem é a maneira com que ele transmitia estavam livres de orgulho humano ou proesas de pregador.

Qual era a sua mensagem? – Não a sabedoria do mundo, mas sim “decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este CRUCIFICADO”( Gal.2:2 ) – Quanto ao estilo de pregar, Paulo rejeitava a ostentação de linguagem. Ele havia desistido de pregar o evangelho com sabedoria de palavra ao invés disto ele prossegue -“ foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós”. Paulo se contentou a Pregar em Corinto uma mensagem louca. Em fraqueza humana os corintios certamente não chegaram ao conhecimento de Deus pela demonstração da sabedoria própria do apostolo, pois ele havia renunciado, a isto em favor do Kerygma de Deus a cerca de Cristo crucificado, nem foram convertidos por uma demonstração da oratória paulina; mas sim pelo poder do espírito Santo, na mensagem da Cruz.

Paulo define o seu evangelho como a mensagem da Cruz, seu ministério como a pregação de Cristo “Crucificado”, Paulo ousadamente declarou que, embora a cruz parecesse loucura ou “pedra de tropeço” aos que confiavam em si mesmos, era de fato a própria essência da sabedoria e do poder de Deus. Tão convicto estava desse fato que havia deliberadamente decidido, como disse aos corintios, renunciar a sabedoria do mundo e, em vez dela, a nada a conhecer entre eles senão a “JESUS CRISTO E ESTE CRUCIFICADO”.

II. A CRUZ COMO A CENTRALIDADE DA MENSAGEM MISSIONARIA DE PAULO

Desde a introdução tenho enfatizado e procurado estabelecer a Cruz como centralidade da mensagem missionária do apostolo são Paulo. De fato não a mensagem bíblica sem a ênfase da Cruz, pois em Deus revelou completamente a finalmente seu amor e justiça exercendo-os na Cruz. A cruz radicalmente alterou todos os nossos relacionamentos bem como nos tem influenciado. Porem para compreendermos com mais clareza a influencia da cruz de Cristo na mensagem missionária de Paulo, examinaremos algumas passagens bíblicas na carta do apostolo aos Gálatas onde encontraremos expressões de afirmações do próprio sobre essa grande influencia da Cruz.

1. A CRUZ E A SALVAÇÃO. (Gal.1:3-5)

“Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, a nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai, a quem seja a gloria para todo sempre.Amem”

Essas palavras fazem parte da salvação introdutória de Paulo. Mas Paulo usa como uma declaração teológica cuidadosamente equilibrada acerca da cruz, a qual indica o interesse do apostolo na carta.

Primeira a morte de Jesus foi tão voluntária, quanto determinada. Por um lado, Ele “se entregou a si mesmo, pelos nossos pecados”, livre e voluntariamente. Por outro lado, sua auto doação foi “segundo a vontade de Deus”. Deus Pai propôs e desejou a morte de seu único Filho e a predisse nas Escrituras do Antigo testamento. Contudo, Jesus dispôs a sua vontade a fim de fazer a vontade Pai.

Segundo, a morte de Jesus foi pelos nossos pecados. O pecado e a morte são integralmente relacionados através das escrituras como causa e efeito. Geralmente o que peca e o que morre é a mesma pessoa que morre. Aqui, entretanto, embora os pecados sejam nossos, a morte é de Cristo: em nosso lugar.

Terceiro, o propósito da morte de Jesus foi resgatar-nos. A salvação é uma operação de resgate, Ele morreu a fim de nos resgatar deste mundo perverso.

Quarto, ao resultado presente da morte de Jesus é graça e paz. “Graça” é seu favor imerecido, e “Paz” é a reconciliação com Ele e uns com os outros, fruto da operação da graça.

Quinto, o resultado eterno da morte de Jesus é que Deus será glorificado para sempre. A graça provem de Deus; a gloria é devida a Ele. Com a morte de Cristo recebemos graça e Paz no presente e Deus recebe gloria para sempre.

2. A CRUZ E A EXPERIENCIA. (Gal. 2 19-21)

“Pois eu pela lei estou morto para lei, a de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo- a na fé no filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo entregou por mim. Não anulo a graça de Deus, pois se a justiça provem da lei, segue-se que Cristo morreu em vão.”

Paulo nos faz compreender que a nossa morte com Ele cumpre as exigências da lei, pois Cristo morreu por mim, e eu morri com Ele pagando a justa penalidade do pecado. Então Cristo ressurgiu e vive. E eu vivo por meio Dele, partilhando sua vida de ressurreição.

3. A CRUZ E A PREGAÇÃO ( Gal. 3: 1-3 )

“Ó insensatos gálatas: quem vós fascinou a vós, ante cujos olhos foi representado Jesus Cristo como crucificado? Só quisera saber isto, de vós: Recebestes o Espírito pelas obras da lei, ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?”

Temos muito que aprender com esse texto acerca da pregação do evangelho. Primeiro, pregar o evangelho é proclamar a Cruz. É verdade que devemos acrescentar a ela a ressurreição. Da mesma forma devemos acrescentar que Jesus nasceu de uma mulher sob a lei ( 4:4 ). Mas o Evangelho em essência é as boas novas de Cristo Crucificado.

Segundo, pregar o evangelho é proclamar visualmente a Cruz. Paulo compara a sua pregação a um cartaz que publicamente exibe um anuncio. O assunto deste cartaz foi Jesus Cristo na Cruz. A mensagem de Paulo era tão visual e tão vivida em seu apelo. Uma das maiores artes ou dons de pregação do evangelho é transformar os ouvidos das pessoas em olhos, e fazer ver o que estamos falando.

Terceiro, pregar o evangelho é proclamar a Cruz, visualmente como uma realidade presente. Jesus Cristo havia sido crucificado pelo menos quinze anos antes da data em que Paulo escrevia, e, em nosso caso, quase dois mil anos atrás. O que Paulo fez através da sua vida de pregação, foi trazer aquele evento passado para o presente. Paulo pode vencer a barreira do tempo e tornar os eventos passados realidades presentes de tal modo qual as pessoas podiam vê-las. É quase certo que, nenhum dos leitores de Paulo esteve presente na crucificação de Jesus; contudo a pregação do apostolo a trouxe perante aos seus olhos de modo que podiam vê-la.

Quarto,pregar o evangelho é proclamar a Cruz como uma realidade visual, presente e permanente. Pois o que nós devemos colocar perante os olhos das pessoas não é apenas um Cristo histórico do passado, mas sim que sua validade, poder e benefícios são permanentes. A Cruz jamais deixara de ser poder da salvação de Deus para que os que crêem em Cristo e este Crucificado.

Quinto, pregar o evangelho é pregar e proclamar a Cruz também, como objeto de fé pessoal. Paulo não apresentou o Cristo crucificado ante os olhos deles para que pudessem olhar para Ele e se admirar. O propósito do apostolo Paulo era persuadi-los a virem e colocarem sua confiança em Cristo como seu Salvador crucificado. E era isso que tinham feito. O motivo do espanto de Paulo era que, tendo recebido a justificação e o Espírito pela fé, eles imaginavam poder continuar na sua vida cristã por meio de suas próprias realizações.

4. A CRUZ E A SUBSTITUIÇÃO

‘Todos quantos, pois, são das obras lei, estão debaixo de maldição; porque esta escrito: Maldito todo aquele que não permanecerem todas as coisas escritas pelo livro da lei, para pratica-las. E é evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo vivera pela fé…”

Esses versículos constituem uma das exposições mais claras da necessidade, significando e conseqüência da Cruz. Paulo se exprime em termos, tão fortes que alguns comentaristas não puderam aceitar não puderam aceitar o que ele escreveu acerca da maldição que Cristo se tornou. Entretanto ele escreveu realmente usando esse tipo de linguagem. Paulo quer dizer cada palavra proferiu. Esta é a lógica do ensino de Paulo.

4.1 Primeiro todos os que confiam na lei estão sob maldição. No começo do versículo 10 Paulo novamente emprega a expressão que usou três vezes em 2:16, saber, “todos quantos, pois são das obras da lei”(literalmente). O motivo pelo qual Paulo pode declarar que tais estão ”debaixo de maldição” e que as escrituras dizem que estão.”maldito todo aquele que não permanecem em todas as coisas que estão no livro da lei, para pratica-las”. Ser humano algum jamais “permaneceu” em “praticar” o que a lei requer. Ninguém, a não ser Jesus, conseguiu prestar tal obediência continua e total, de modo tão evidente que pela lei ninguém, é justificado diante de Deus, porque ninguém a guardou. Alem disso,a escritura também diz que ‘ o justo vivera pela fé”, e viver pela fé e viver pela lei são dois estados completamente diferentes.

4.2 Segundo, Cristo nos redimiu da maldição da lei fazendo-se maldição por nós, Talvez essa seja a declaração mais clara do novo testamento a cerca de substituição. A maldição da quebra da lei repousava entre nos ; Cristo nos redimiu, tornando-se maldição em nosso lugar. A maldição que pairava sobre nós foi transferida a ele. Ele assumiu para que pudéssemos escapar.

4.3 Terceiro, cristo fez isso afim de que nele a benção de Abraão pudesse ir aos gentios…pela fé (v.14). o apostolo deliberadamente passa da linguagem de maldição,para benção. Cristo morreu por nós não somente para remir-nos da maldição, mas também para assegurarmos a benção divina. Sendo assim, por causa da nossa desobediência estávamos debaixo da maldição da lei. Cristo nos redimiu, levando-a em nosso lugar. Como resultado, recebemos pela fé em Cristo as bênçãos divinas prometidas na salvação.

5. A CRUZ E A PERSEGUIÇÃO ( 5:11; 6:12).

“ Eu, porem , irmãos, se ainda prego a circuncisão, porque continuo sendo perseguido? Logo esta desfeito o escândalo da Cruz. Todos os que querem ostentar-se na carne , esses vos constrangem a vos circuncidardes, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo”

- Ambos versículos mencionam a Cruz de Cristo, e em 5:11 ela é chamada de “escândalo” ou pedra de tropeço, eles fazem referencia a perseguição. Segundo 5:11, Paulo esta sendo perseguido por pregar a cruz; segundo 6:12, os falsos ,mestres evitam a perseguição pregando a circuncisão em lugar da Cruz, de modo que a alternativa para os evangelistas, pastores e mestres cristão é pregar ou a circuncisão ou a Cruz. “Pregar a circuncisão “ é pregar a salvação pela lei, isto é, por meio da realização humana. Tal mensagem remove o escândalo da cruz, escândalo pelo fato de não podermos ganhar nossa salvação; esse tipo de mensagem, portanto, nos exime de perseguição.

“Pregar a Cruz” é pregar a salvação pela graça de Deus somente, tal mensagem é pedra de tropeço (Co. 1:23) porque é gravemente escandalosa para o orgulho humano; ela, portanto, nos expõe a perseguição. Pregar a salvação pela graça é escandalizar as pessoas, evitando assim a oposição e elogiar as pessoas evitam do assim oposição é pregar a salvação por meio das obras.

6. CRUZ E A SANTIDADE (5:24)

“E os que estão em Cristo Jesus crucificaram a carne, com suas paixões e concupiscência”.

È essencial que examinemos esse texto, no seu contexto. No capitulo 5 de gálatas Paulo trata do significado da liberdade moral. Ele declara que não é indulgência, mas controle próprio, mas servir uns aos outros em amor (v.13). por traz desta alternativa esta o conflito interior do qual todos os cristãos tem consciência. O apostolo chama os protagonistas de “carne” (nossa natureza caída) e de Espírito, o próprio Espírito que habita em nos quando nascemos de novo. Mas este ponto neste ponto das nossas considerações esta no versículo 24, por causa da declaração de que os que pertencem a Cristo “ crucificaram” sua carne, ou a natureza pecaminosa. Pois a crucificação era uma forma horrível e brutal de execução. Contudo, graficamente ilustra qual deve ser a nossa atitude para com a natureza caída. Não devemos acariciá-la, nem, estraga-la dando-lhe estimulo ou ate mesmo paciência. Pelo contrario, devemos rejeita-la de modo cruel, juntamente com seus desejos. Paulo esta elaborando o ensino de Jesus acerca de “tomar a cruz” e segui-lo. Ele nos esta dizendo o que acontece quando chegamos ao lugar da execução: a crucificação real se realiza. E se não estivermos prontos para,crucificar a nos mesmos dessa maneira decisiva, logo descobriremos que em seu lugar estamos crucificado para os crucificadores.

7. A CRUZ E A VANGLORIA (6:14)

“Mas longe de mim gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo esta crucificado para mim, e eu para o mundo”.

O objeto de nossas vangloria enche os nossos horizontes, domina a nossa atenção, e absorve o nosso tempo e energia. Numa palavra, nossa “vangloria” e a nossa obsessão. Alguns estão obcecados consigo mesmos e com o seu dinheiro, fama ou poder; os mestres falsos da Galacia eram triunfalistas, obcecados com o numero de convertidos (v.13);mas a obsessão de Paulo era com Cristo e a sua Cruz. Aquilo que o cidadão romano via como objeto de vergonha, desgraça e ate mesmo desgosto era Paulo o seu orgulho e vangloria e gloria. Alem do mais, não podemos colocar isso de lado como idiossincrasia paulina. Pois, como vimos, a cruz ocupa o centro da mente de Cristo, e sempre tem ocupado o centro da fé da Igreja do Senhor.

7.1 Primeiro, gloriar-me na cruz e vê-la como caminho da aceitação com Deus. A questão mais importante de todas e como nós, pecadores perdidos e culpados, podemos comparecer perante Deus, que é um Deus, Santo e Justo. Foi com o fim de responder e esta questão de Paul, no calor apaixonado da sua controvérsia com os judaizastes, escreveu a carta aos gálatas. Com eles , alguns ainda hoje ainda confiam em seus próprios méritos. Mas Deus nos livre de que nos gloriemos a não ser na Cruz. A cruz exclui a todos os outros tipo de vangloria.

7.2 Segundo, gloriar-me na cruz é vê-la como padrão de nossa negação próprio. Embora Paulo escreva de apenas uma cruz (“A cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”) ele se refere a duas crucificações, ou mesmo a três. Na mesma cruz em que nosso Senhor Jesus Cristo,”o mundo esta crucificado para mim, e eu para o mundo”. O “mundo” assim crucificado não significa, e claro, as pessoas do mundo, mas os valores do mundo, seu materialismo ímpio, vaidade e hipocrisia. “A carne “ já foi crucificada 95:24); agora “o mundo” junta-se a ela cruz. Devemos manter as duas crucificações principais de 6:14 em intima relação uma com a outra – a de Cristo e a nossa. Pois não são duas, mas uma. É somente a visão da Cruz de Cristo que nos fará disposta, e ate mesmo ansiosos por tomar a nossa. E somente a então que poderemos com integridade, repetiras palavras de Paulo com ele, de que não nos gloriamos em nada a não ser na cruz de Cristo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Consideremos as sete grandes declarações de Paulo na carta, aos Gálatas acerca da cruz, e as examinamos na ordem em que ocorrem. Podem ser útil, em conclusão, reordena-las e reagrupa-las em ordem teológica em vez de cronológica, a fim de compreendermos ainda mais firmemente a centralidade e penetração da cruz em todas as esferas da vida Cristã.

Primeiro a cruz e o fundamento de nossa justificação. Cristo nos resgatou do presente mundo perverso (1;4) e nos redimiu da maldição da lei.(3:13). E o motivo pelo qual ele nos livrou desse cativeiro duplo e que possamos apresentar ousadamente na presença de Deus como filhos e filhas, sermos declarados justos de recebermos a habitação do seu Espírito Santo em nós.

Segundo, a cruz e o meio da nossa santificação. È aqui que entra as outras três crucificações. Fomos crucificados com Cristo (2:20). Crucificamos a nossa natureza caída ( 5:24). E o mundo esta crucificado para nós, como estamos para o mundo (6:14). De modo que a Cruz é a mais que a crucificação de Jesus; inclui a nossa crucificação também, a crucificação da nossa carne e a crucificação do mundo.

Terceiro, a cruz é o assunto de nosso testemunho. Devemos apresentar um cartaz do Cristo crucificado antes os olhos do povo, de modo que vejam e creiam (3:1). Ao fazermos isso, não devemos expurgar o evangelho, extraindo dele seu escândalo ao orgulho humano. Não qualquer que seja o preço, preguemos a Cruz, não a circuncisão ( mérito do homem); é o único meio de salvação ( 5:11; 6;12)

Quarto, a Cruz é objeto da nossa gloria. Que Deus nos livre de gloriarmos em algo mais (6:14). Todo mundo de Paulo girava em torno da Cruz. Ele se gloriava nela, significava mais para ele, do que qualquer outra coisa. Se a cruz não se encontrar no centro dessas esferas, então merecemos que nos aplique a mais terrível de todas as descrições: “inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3:18). Sermos inimigos da cruz de Cristo, é nos opormos a seus propósitos. A justificação própria em vez (em vez de ir a cruz de Cristo em busca de justificação), a sua auto-indulgência (em vez de ir a cruz de Cristo em vez de cruz e seguir a Cristo), são essas distorções que nos tornam “inimigos” da cruz de Cristo.

Paulo foi um amigo devotado da cruz. Ele se identificou com,ela de modo tão intima que sofreu perseguição física por ela. “trago no meu corpo as marcas de Jesus” (Gal.6:17), escreveu ele.

LIÇÕES DE MISSIOLOGICAS.

Só o homem crucificado pode pregar a Cruz. Só homem…que morreu com Cristo,… pode pregar a Cruz de Cristo. E pregar a Cruz de Cristo é levar as nações o que o Cristo fez por nós. È fala, ao mundo que Nosso Pai misericordioso, vendo-os oprimidos e vencido pela maldição da lei,de modo que jamais poderíamos livrar-nos dela por meio de nosso próprio poder.enviou seu único filho ao mundo e pos sobre ele todos ele todos os pecados de todos os homens.

Pela Cruz de Cristo, ou seja, pela cruz, Cristo resgatou-nos da maldição da lei, fazendo-se ele própria maldição em nosso lugar, PORQUE ESTA ESCITO: Maldito todo aquele que for pendurado em um madeiro. PARA QUE A BENÇÃODE ABRAÃO CHEGASSE AOS GENTIOS, JESUS CRISTO A FIM DE QUE RECEBESSEMOS PELA FÉ O ESPIRITO PROMETIDO.

Deus nos séculos passados, tinha prometido abençoar a Abraão através da descendência dele as nações gentias. Essa benção Paulo interpreta como “justificação” a todos os que estão crucificados, com Cristo. Portanto em Cristo temos assegurado não somente a remissão dos pecados como também a benção de Abraão.

BIBLIOGRAFIA

- STOTT, JONH. A CRUZ DE CRISTO, EDIITORA VIDA, SÃO PAULO, 3º IMPRESSÃO.

- RAVENHILL, LEONARD. POR QUE TARDA O PLENO AVIVAMENTO, EDITORA BETANIA, BELO HORIZONTE, MG, 1ª EDIÇÃO, 1989.

- POLLOCK, JONH. O APOSTOLO, EDITORA VIDA, DEERFIELD, FLORIDA EUA, 3ª IIMPRESSÃO,1994.

- STOTT, JONH. O PERFIL DO PREGADOR, EDITORA SEPAL, RECIFE, PE 2ª IMPRESSÃO, 1991.

- DAVIS, D. JONH. DICIONARIO DA BIBLIA, EDITORA, JUERP, RIO DE JANEIRO, 1982.

- OLIVEIRA, F.RAIMUNDO. O PREÇO DO AVIVAMENTO. CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS, RIO DE JANEIRO, 1985.

Publicado por: leigue | novembro 2, 2008

O TEOLOGO

“O TEÓLOGO”

O Teólogo é um mensageiro de Deus e também uma  espécie de confidente de Deus, a quem Ele expõe suas maiores preocupações em relação aos problemas da humanidade, posto que Deus se preocupa com a humanidade, por que somente Deus, e não o Teólogo pode interferir sobre tais problemas, embora conhecendo-os, esforçam-se por salvaguardar a Liberdade e o conhecimento como fator decisivo na construção de um mundo melhor e atravez do saber teologico encontrem em Deus a fonte de suas realizações pessoais e espirituais.

As questões Teológicas vem cada vez mais despertando o interesse dos cristãos e não cristãos, clérigos e leigos e dos mais diversos seguimentos sociais, talvez não tanto do ponto de vista dogmático, salve as rarissimas exceções e as motivações, mas sim enquanto fenômeno humano. As questões sejam éticas e morais como aborto, homossexualismo, clonagem, sejam as questões sociais, como Fome, Moradia, Família, sejam pelas questões da subjetividades e das verdades trancendentais como Vida após a morte, existêncialismo ou as verdades porvir, escatologicas; os homens sempre recorrem ao aval da Teologia. As mais recentes descobertas arqueológicas como Qunrã, Sudário, Urna de Tiago, nos remete a todos para um campo do desconhecido histórico onde os “pré-conceitos e paradigmas e as elucubrações por vezes tentam escurecer a real motivação existencial do homem que é a busca do sagrado e a busca do conhecimento de Deus. A nova teologia e o liberalismo Teologico, baseia se mais na busca da verdade filosófica que na certeza dogmática de encontrar o Verdadeiro Deus trancendental, Eterno e Absoluto. (Buscai ao Senhor enquanto se pode achar… invocai-o enquanto esta perto) Oseias 6:3

Publicado por: leigue | novembro 2, 2008

Aos Pregadores

Aos Pregadores

Li recentemente, esta carta que John Wesley escreveu para o seu amigo Trembath e fiquei absolutamente impactado e desafiado a melhorar o meu habito de leitura , meditação e oração, para que também o meu nível pregação possa melhorar… Pois jamais serei fecundo como pregador ou sequer um cristão completo, se não me atentar para esse tão precioso conselho de um homem que nos deixou tão grandioso legado de vida e ministério como pregador da palavra de Deus. Preciso sair da minha mediocridade e da minha superficialidade…

Transcrevo aqui a carta que me humilhou e me impactou, na esperança de tocar também o seu coração a fim de nos tornarmos melhores pregadores da palavra de Deus.

Afrânio Leigue.

John Wesley a Jonh Trembath

“ O que tem lhe prejudicado excessivamente nos últimos tempos e, temo que seja o mesmo atualmente, é a carência de leitura. Eu raramente conheci um pregador que lesse tão pouco. E talvez por negligenciar a leitura, você tenha perdido o gosto por ela. Por esta razão, o seu talento na pregação não se desenvolve. Você é apenas o mesmo de há sete anos. É vigoroso, mas não é profundo; há pouca variedade; não há seqüência de argumentos. Só a leitura pode suprir esta deficiência, juntamente com a meditação e a oração diária. Você engana a si mesmo, omitindo isso. Você nunca poderá ser um pregador fecundo nem mesmo um crente completo. Vamos, comece! Estabeleça um horário para exercícios pessoais. Poderá adquirir o gosto que não tem; o que no início é tedioso, será agradável, posteriormente. Quer goste ou não, leia e ore diariamente. É para sua vida; não há outro caminho; caso contrário, você será, sempre, um frívolo, medíocre e superficial pregador.”

Publicado por: leigue | outubro 29, 2008

Ola, Bem-Vindos!

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